Como caracterizar um destino turístico?

 A todo o momento se ouve alguém falar de um novo destino turístico, lugares paradisíacos, turismo aqui, ali, acolá, mas quando se conhece o lugar não é exatamente o que se quis dizer, muito menos está preparado para receberem visitantes. Mas o que é exatamente um destino turístico e como identificá-lo?

Ter praias paradisíacas, uma pracinha com coreto e uma igrejinha, com suas imagens barrocas? Uma cidade com um belo acervo arquitetônico, história natural, cultural e gastronomia diferenciada para se enquadrar como destino turístico? Mas o que exatamente é um destino turístico? Um local que possui todos esses atrativos descritos?  A mídia nos mais diferente meios mostram reportagens e materiais de lugares, com imagens e textos espetaculares, como sendo um grande destino turístico. Afinal como podemos identificar um destino turístico?

Percorrendo quilômetros de estrada, adentrando as mais diversas cidades do Maranhão, cada uma com suas particularidades, lugares, para alguns é um lugar com característica única, cidades centenárias, com um acervo histórico rico e procurado por muitos em períodos festivos. Esse é um destino turístico? Nesse caso, mais seria um destino somente para foliões ávidos a extravasar energias e até seu libido a procura do sexo fácil. Não acha? Será que este é um destino turístico?

Etimologicamente a palavra “destino” significa “lugar onde alguém se dirige ou onde se manda” e turístico “conjunto de atividades profissionais que assista ao turista”, atividade essa que segundo se comenta, pode movimentar até 52 atividades profissionais da cadeia produtiva do turismo, tais como: alimentos, alojamento, transporte entre outras. Portanto, qualquer lugar pode ser um destino, quanto a ser um destino turístico tem que se percorrer mais umas dezenas ou até centenas de quilômetros, para se ter a resposta.

É bem verdade que não só de conceitos se vive o homem, mas das atividades que podem transformar de fato o lugar em um destino capaz de receber bem, com cordialidades no que concerne a toda cadeia de serviços, com profissionais qualificados, os serviços ofertados sejam de qualidade. Assim sendo, o trabalhador terá além da remuneração justa, pelo trabalho prestado a satisfação de quem recebe o serviço, a certeza de retorno num espaço de tempo breve.

  O que se percebe que o lugar pra ser de fato um destino turístico, não precisa só ter uma história, belas paisagens, ser encarte de revistas, jornais e programas televisivos. Na verdade precisa muito mais que isto. Para que seja conhecido como um destino turístico o lugar precisa ter estradas que a levem até esse lugar, transportes decentes, alojamentos, alimentação e dentre outros, ofertados por profissionais qualificados e preparados.

Em nossas andanças por esse Estado, encontramos lugares e cidades com potencialidade turística, com os mais diferentes atrativos naturais e culturais, conhecidas e desconhecidas, ou seja, uma infinidade de lugares a espera que alguém lhes visite e que na maioria das vezes o que se percebe que após um pernoite é que esses locais não possuem condições de atender a poucos visitantes, ainda mais uma eventual demanda de turistas.

O que se constata que um lugar para ser destino turístico, tem que se levar em conta vários aspectos, entre eles a atração, o que influiria na demanda de turistas e visitantes. Daí entra uma questão muito séria que é a capacidade de carga destes lugares. Será que capacidade de carga destes destinos suporta a demanda desejada? Os serviços e profissionais estão capacitados, ou ao menos tem a idéia do que é receber um turista?

Conclui-se que a maioria desses lugares não passam de destinos com grande potencialidade turística em estado bruto (mina), que precisa passar urgentemente por uma lapidação, (educar/melhorar), para mostrar seu real brilho e valor turístico, para então ser explorada, com toda racionalidade que o turismo requer.

Diante disso, podemos dizer que um produto turístico é um local totalmente preparado, seja com infra-estrutura física e pessoal, seja com atrações para os visitantes, possuindo uma capacidade de carga satisfatória, possa dar assistência profissional a quem o visita. Assim sendo, o Maranhão ainda tem muito que aprender.

É preciso ter espírito conciliador para resolver os problemas que afligem o turismo do Maranhão

Neste período em que o turismo vive a alta temporada no Estado, os empresários ainda vivem a gritar, só que desta vez é pedindo socorro aos muitos problemas que insiste em travar o setor produtivo do turismo. A conseqüência disso é a elevação dos custos para os visitantes que aportam em solo maranhense o que faz do destino Maranhão um dos mais caro do país.

Os problemas já elencados por diversas vezes, aqui neste espaço, gera problemas, mas o que irrita o trade é a falta de tomada de decisões do poder público, que insiste em empurrar com a barriga, problemas que não requer grandes cifras para ser contornado. Exemplo, segundo informações dos empresários do setor, é a segurança na região hoteleira de São Luís, especificamente na área da Ponta D’areia, Calhau e adjacências, que em reunião com o comando da Policia Militar do Maranhão, pediram apoio, colocando toda estrutura necessária para as rondas periódicas na área, ouvindo do comando a negativa, pela falta de contingente.

Atitudes como essa é que não se entende e provoca reação imediata do empresariado que tanto contribui com impostos, provocando crises e criticas aos gestores municipais e estaduais, que insistem não resolver o problema como se não fossem de suas competências, e também tem sua parcela de culpa, na soma desta equação, provocando uma situação cruel e que exige uma mobilização urgente, por parte de toda cadeia.

Problemas como deteriorização de equipamentos públicos como: Avenida Litorânea, gestão da Lagoa da Jansem dão uma dimensão dessa problemática, como a limpeza deficiente destes espaços, culminando com a falta de segurança.

Junta-se a isto a falta de gestão também do Centro Histórico, que não busca incrementar ações que melhore e discipline a veia mais importante do turismo da capital. Falta disciplinar o comércio das ruas históricas e tombadas e o trânsito de veículos em lugares que não é permitido. Não se admite a feira de “pregresso” que se transformou, com vendas de bombons e água de coco, churrasquinho, entre outras.

Falta política especifica para o turista no Centro Histórico de São Luís. Os Teatros não têm programação voltada para o mesmo, principalmente nos meses de alta. Na vida noturna faltam investimentos públicos e privados, aliados a segurança, sensibilização e conscientização dos empresários, que ainda não perceberam o quanto eles são importantes nesse processo.

Transformar as poucas áreas públicas que o Centro Histórico possui, em espaços voltados para a expressão das artes, de quarta a sábado, resgatando a presença da sociedade maranhense à contemplação de nosso belíssimo, porém abandonado conjunto arquitetônico. Outro problema são os bares que insistem em cobrar preços injustos, oferecendo má qualidade na prestação de serviços, onde paga-se até $ 4,00(quatro reais), por uma cerveja, geralmente quente.

A Secretaria Municipal de Turismo de São Luís criou os projetos como Passeio Serenata e Conheça São Luís nas Férias. É uma alternativa, mas é pouco. Bem que a Secretaria Estadual de Turismo poderia trazer de volta o passeio de charretes no Centro Histórico à noite, que proporciona um clima melancólico e, durante o dia, poderia se trabalhar uma feira expositiva de telas, que mostre as nossas belezas, com os inúmeros artistas plásticos, embalados pela música maranhense aliados a uma feira gastronômica.

A Música Popular Maranhense poderia ser apresentada ao público como uma alternativa de lazer e diversão, a um custo baixo. Se possível com incentivos públicos todas as sextas-feiras na Praça Nauro Machado, grupos de tambor de crioula no Ceprama ou Praça Benedito Leite, em dias alternados, criando um calendário permanente de apresentação destas manifestações culturais.

Outra alternativa viável é a criação de festivais regionais e nacionais de bumba-meu-boi, danças afros, blocos tradicionais e outras atividades culturais, com patrocínio dos Ministérios de Turismo e Cultura. Tal iniciativa poderia aquecer, na baixa temporada, nosso turismo e consequentemente nossa economia.

O carnaval, por exemplo, está deixando de ser referência, O mesmo está acontecendo com o São João. Não queremos ser o melhor nem o maior, mais podemos ser o mais diferente, mais irreverente e assim teremos um turismo sustentável não só em períodos sazonais, mas durante todo o ano.

 

Que venha o turismo de negócios e eventos!

O Maranhão na vitrine do turismo de negócios com a entrada em funcionamento do Centro de Convenções Governador Pedro Neiva de Santana

Antes da construção do Centro de Convenções de São Luís em 2006, o setor de eventos maranhenses sofria uma carência, pela falta de um espaço que pudesse receber grandes eventos nos patamares que o mercado exige, não recebendo congressos, simpósios, feiras e até grandes shows, beneficiando muitas das vezes as capitais vizinhas.

Um novo pensar sobre a economia do turismo maranhense, fez com que o Estado tomasse decisões políticas mais acertadas foi à construção do Centro de Convenções, que a partir de agora dará nova dinâmica ao turismo de eventos. O Maranhão, a partir de agora, ganha mais visibilidade e credibilidade, uma vez que o segmento se fortaleceu com a entrada em funcionamento de mais um instrumento que desperte o interesse do visitante para o Estado.

Mas, o turismo de eventos não voara em céu de brigadeiro, sem que haja uma equipe que administre o centro de convenções, com competência e a altura, fazendo deste espaço, um lugar de eventos e não mais um “elefante branco” sem utilidade ou ocupação.

Para tanto, cabe a Secretaria de Turismo do Estado, que tem a incumbência de gerenciar a casa, dotar a equipe escolhida para administrar de todo apoio necessário, dando-lhe autonomia e gerenciamento nas decisões, à captação, promoção e comercialização do Maranhão no mercado nacional e internacional de eventos.

Por fim, não se pode dispensar as parcerias neste momento ímpar para o turismo do Maranhão. A mais importante será com o São Luís Convention Visitors Bureau, principal representante do trade turístico local, que pode ser de uma importância tamanha, resultando numa sinergia jamais experimentada, aumentando a auto estima do empresariado local, que passa acreditar em seus produtos e serviços, e o turismo maranhense recebendo os dividendos merecidos.

 

 

 

Tambor de Crioula, expressão máxima da cultura maranhense,

 Reconhecido como patrimônio cultural do Brasil 

 

 

        O Tambor de Crioula, dança inventada pelos negros que fugiam para o mato, fugindo do regime de escravidão, cantavam e dançavam para se divertir. Hoje é praticada e produzida por descendentes de negros e simpatizantes, incorpora às práticas do catolicismo tradicional e da religiosidade afro-maranhense, mas não é uma dança de cunho exclusivamente religioso, como o Tambor de Mina, com o qual muitas vezes foi confundido.

É, sobretudo uma forma de diversão de uma das classes sociais mais populares, uma expressão de resistência cultural dos negros e de seus descendentes no Maranhão.

São vários os motivos pelos quais se realiza um Tambor de Crioula: pagamento de promessa, festa de aniversário, chegada ou despedida de parente ou amigo, nascimento de uma criança, morte do bumba-meu-boi, carnaval, festa junina, ano novo etc.

No que diz respeito ao pagamento de promessa, o Tambor de Crioula é oferecido ao santo, especialmente à São Benedito, um santo negro, indispensável, na festa de devoção particular, a presença da imagem do santo, colocado num altar, preparado próximo ao local da dança. O santo também participa da dança, sendo em certos momentos carregado nos braços ou colocado na cabeça das mulheres.

Ainda na dança, destaca-se a presença de vibrantes formas de expressão corporal, apresentadas principalmente pelas mulheres, em movimentos encantadores e harmoniosos, ressaltando cada parte do corpo, como cabeça, ombros, braços, cintura, quadris, pernas e pés. As coreiras (denominação das dançantes) preenchem metade do círculo e a outra metade é ocupada pelos coureiros (tocadores). Dentro da roda, não existe pessoa determinada para iniciar a dança. Entra uma careira de cada vez, enquanto as outras esperam sua vez de entrar. No centro da roda, os movimentos são livres, mais intensos e bem acentuados. Ao entrar, cada coreira mostra seu estilo, sua forma de dançar, de “pungar” outra coreira.

A punga é muito importante na dança, é vista com respeito, principalmente pelos brincantes mais antigos. Tem vários significados: entre as mulheres, se caracteriza como convite para entrar na roda. Quando a coreira que está dançando no centro da roda e quer ser substituída, avança em direção a outra coreira aplicando-lhe a punga, que, por sua vez, entra na roda para dar continuidade à dança. A punga é dada de várias maneiras: no abdome, nas coxas, no pé da barriga e outros, variando de coreira para coreira.

O Tambor de Crioula é composto por três tambores: tambor grande (roncador ou rufador), tambor do meio ou meião (socador ou chamador) e o tambor pequeno ou crivador (pererengue ou merengue), sendo feitos de canos ou da mesma qualidade da madeira, a saber: mangue, soró, pau-d`arco, angelim, faveira, mescla etc. O couros dos tambores são esquentados ao redor de uma fogueira, para a afinação correta dos seus próprios tocadores. Há também a matraca, que são dois pedaços de madeira tocada no comprimento do tambor grande.

O Tambor de Crioula é tão antigo quanto a arquitetura das casas e casarões do centro histórico de São Luís.  Até meados da década de 1950, as manifestações culturais no Maranhão eram marginalizadas pela sociedade dominante, sendo a prática delas no espaço urbano proibida pela polícia, que fazia acusações de feitiçaria, pajelança e desordem, evidenciando claramente a ampla difusão de preconceitos da sociedade contra manifestações populares.

 

 Fonte: FERRETTI, Sérgio Figueiredo. Tambor de Crioula: ritual e espetáculo. São Luís: Comissão Maranhense de Folclore (SECMA) Lithograf, 1995.

 

 

 

Socorro! Precisamos de atendimento médico

 

A última década deixou como legado ao Maranhão o reconhecimento pela preservação da história que o fez um estado sui generis. A partir de então novos caminhos foram abertos rumo à conquista dos nossos espaços, que até então, apenas compunha o rol dos Estados mais pobres da Federação. O Maranhão, atualmente tem sido considerado como um lugar de oportunidades em diversas áreas, desde a pesquisa científica – tecnológica até a prática dos vários ramos do turismo.

      Estrategicamente está localizado entre duas Regiões, ao Norte tem como limite os estados do Pará e Tocantins, ao Nordeste com o Piauí, o Estado apresenta características amazônicas, do nordeste e do cerrado. Além de reunir em si condições climáticas favoráveis pela aproximação com a linha do equador, tal característica foi fundamental na escolha do Maranhão para a implantação do projeto espacial brasileiro, a base de lançamento de foguete em Alcântara.

      Segundo Teles de Macedo, pesquisador e escritor, que escreveu sobre o Maranhão de 1900, descreve ser o estado a nova Canaã, parafraseando o livro de Graça Aranha e o relato sobre a Terra Prometida, lugar onde mana leite e mel de acordo com a história dos Hebreus. Com isso, evidencia-se que oportunidade é concessão natural devido às potencialidades reunidas num mesmo lugar. O autor procura quebrar o mito de que não há nada de interessante nas regiões nordestinas, em especial o Maranhão.

Em face à nova realidade, o Maranhão tenta expandir-se de maneira que se torne mais conhecido. Apresentando as facetas de um lugar ainda gozando de atributos naturais ainda inexplorados. Aproveita-se do reconhecimento de Patrimônio da Humanidade, que sua capital recebera em 1997, para fazer o marketing dos produtos que tem a oferecer. Sendo o turismo uma vocação natural da região, pode-se, também, conhecer a variedade de belezas naturais, o passado histórico, a culinária exótica e saborosa e uma cultura original. Devido a isso pode-se afirmar que as principais vocações turísticas do Estado estão centradas no Turismo Ecológico/Ecoturismo, Histórico – Cultural e Religioso.

Assim pode ser descrito o Maranhão. Mas, passados anos após Teles de Macedo ter feito suas considerações, o Maranhão continua a ser visto como terra de oportunidades para quem se aventuram em terras maranhenses, quer seja a trabalho ou lazer, mas alguns percalços insistem em permanecer ao longo dos anos.

A falta de segurança, tem se agravado cada vez mais, ainda temos a carência de hospitais e prontos socorros que atenda ao morador das mãos diferentes localidades do Estado, quanto mais ao turista, que vem em busca de novas experiências e aprendizado, mas se por um infortúnio da vida tiver de precisar de atendimento médico, é um Deus nos acuda.

Sabemos que o lugar para ser bom, para ser atrativo tem que começar atraindo seus próprios moradores, suprindo suas necessidades, provendo de saúde, educação e segurança, entre tantas outras que são de competência exclusiva do estado, que tem o dever constitucionalmente de suprir aos seus concidadãos.

Mas a realidade é bem dura. Há poucos dias uma turista em visita aos lençóis maranhenses, sofreu um acidente, levada a Barreirinhas, o atendimento prestado a acidentada deixou muito a desejar. O profissional que atendeu, não tinha nenhum trato e ainda apresentava sinais de embriaguez, culminando com os equipamentos cirúrgicos sem os devidos cuidados.

Trazida as pressas para a capital, a experiência ainda foi mais traumática, o hospital que a recebeu, a maca que a colocaram desabou com a paciente, provocando um susto nas pessoas que presenciaram. Pergunta-se: pode o Estado ser um destino turístico, mesmo com todas as qualidades já elencadas, mas que deixa seus doentes desprovidos de atendimento de qualidade? O Maranhão tem muito que aprender com o resto do país, especialmente se tratando de turismo, como fonte de geração de emprego e renda, uma vez que princípios básicos que norteiam o bom desenvolvimento da atividade, que vai do mais elementar receber até o mais urgente, atendimento policial ao médico hospitalar.

Como um Estado com pretensões de ser um destino turístico, com esses pecados, pode querer atrair turistas para seus domínios? Ai a coisa pega, porque o Estado deixa de ser um lugar de oportunidades para ser um lugar sem hospitais descentes, pois falta desde aparelhamento dos hospitais até profissionais competentes e humanos. E isso sem sombras de dúvida é um gol contra, que só vem atrasar o lado turístico do Estado. 

 

O chororó da imprensa maranhense

 

A notícia que o Governo do Maranhão em acordo com os Governos do Piauí e Ceará transferiu o portal de entrada dos Lençóis Maranhenses para a cidade de Parnaíba/PI, provocou alvoroço no meio dos profissionais de Turismo do Estado, que vêem na noticia uma ameaça ao já combalido turismo maranhense.

O que se viu foi uma enxurrada de notícias, nos mais diferentes meios de comunicação, nos quais muitos opinavam sobre o fato, alguns com conhecimento, outros nem tanto. Mas, a maioria das opiniões tinha sempre o cunho político, quando o assunto deveria ser analisado tecnicamente.

No passado os três estados, em parceria com o Ministério do Turismo e o SEBRAE, criaram o roteiro integrado, no qual o turista que resolvesse conhecer o Maranhão teria acesso ao Piauí e Ceará ou vice e versa, por uma rota bem atrativa, só esqueceram um dos fatores mais importantes para a consolidação do roteiro, a estrada, que interligasse esses destinos, para que de fato esse roteiro viesse a existir.

Quanto ao dito aeroporto de Parnaíba, o que se pode afirmar é que o mesmo já existe a “trocentos” anos, até mesmo por ser uma das mais importantes cidades do Piauí, detentora de infra-estrutura, para receber turistas que visitam o Delta do Parnaíba, comercializado por nós como Delta das Américas. A dita parceria firmada entre os três Estados deixa como maior vencedor o Maranhão, como e pro quê?

O Governo Federal dispôs de um pacote de obras para a região, os governadores apresentaram suas reivindicações. O Piauí optou em construir 300 metros de pista no já existente e inoperante aeroporto de Parnaíba e o Maranhão preferiu a estrada importantíssima para o turismo na região dos Lençóis Maranhenses, que vai de Barreirinhas a Piranji.

Então quem saiu perdendo? “Um aeroporto internacional” que tecnicamente já nasce inviável, devido a sua localização e logística para seu funcionamento ou uma estrada que liga ao mais importante destino turístico do Maranhão, que pode transitar não só turista, mas também toda produção da região.

   Por tanto não sejamos egoístas. É bem verdade que com a internacionalização do aeroporto de Parnaíba, tem o lado positivo para o Piauí que passa ganhar com as taxas de desembarques internacionais e o estado fica na vitrine do turismo na região.

O que não se pode concordar é com a insistência de que o  portal de entrada para os Lençóis Maranhense foi transferido para Parnaíba, também não pode ser Barreirinhas pela aproximidade com São Luis, e assim sendo o turismo da capital iria a bancarrota. O Portal para os Lençóis Maranhense é e tem que continuar sendo São Luís..

Nesse contexto, quando se fala da transferência do portal dos Lençóis Maranhenses para solo piauiense, um grupo de pessoas será prejudicado em São Luís, porém justifica-se o apoio do Governador à obra piauiense, em função de também salvar os empreendimentos maranhenses na região dos Lençóis.

Quanto à choradeira do trade maranhense, é de se estranhar, uma vez que o mesmo, precisa apreciar a questão tecnicamente e não politizando, falando uma só língua. Outra, as parcerias no turismo é algo imprescindível, portanto se o turismo em Parnaíba deslanchar, como teme alguns operadores maranhenses, porque não firmar parceria com as agências piauienses, para representá-los em solo maranhense? O que alguns membros do trade temem, é perder uma boquinha, deixando de explorar o receptivo Barreirinhense.

Por fim, temos que levar em consideração que a região em questão tem uma infinidade de produtos que podem ser exportados, beneficiando muitas comunidades, que produzem mel, carne de caranguejo do maranhão, castanha e doce de caju, cera de carnaúba, frutas tropicais, beneficiamento de camarão, arroz orgânico, entre outros produtos e iguarias que serão facilmente exportadas a partir dali, além de tirá-los do completo isolamento com a construção da estrada barreirinhas a Piranji.

Relatório sobre a exploração sexual de criança e adolescente é entregue a Marta Suplicy

 

A brandura como a Justiça vem tratando os crimes de abuso sexual contra as crianças e adolescestes do Brasil, resultou em um dossiê que foi entregue a Ministra do Turismo, Marta Suplicy, mostrando toda sorte de mau trato e perversidade que essas crianças são expostas em nome da sobrevivência.

A analise do dossiê foi feita em cima das denuncias apuradas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do Congresso Nacional, pelo comitê de enfrentamento à violência sexual contra as Crianças e Adolescentes, pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, que mostra casos de exploração sexual vividos pelas nossas crianças e que até hoje não deram punição aos culpados.

O que dizer das crianças maranhenses encontradas em prostíbulos ao longo das BR’s maranhenses, freqüentados por caminhoneiros, motoristas e figurões da sociedade, que aproveitam das condições sub-humanas que estás crianças vivem, para satisfazer seus instintos bestiais? Ou mesmo as crianças dos retornos e Centro Histórico de São Luís, que são empurradas a este tipo de vida pela falta de oportunidade de escola digna, ocupação e trabalho para seus pais, e a mais importante das oportunidades; ser criança e ter uma vida digna?

Muitos inquéritos foram abertos, os envolvidos tiveram seus quinze minutos de fama, mas as punições que se esperavam, até então não se têm noticias. As únicas pessoas punidas foram às crianças que tiveram que retornar aos prostíbulos, se submeter-se a mais cruel das sinas que uma criança pode viver para sobreviver.

Portanto, urge que ao receber este documento a Ministra desenvolva políticas de enfrentamento desta que é a mais infame dos crimes contra o ser humano aliando as outras instâncias do Governo Federal, para combater essa chaga que insiste em denodar as famílias brasileiras.

 

Veja mais sobre o assunto: http://www.jornaldeturismo.com.br/article12218.html

 

 

ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA VOLTA A SÃO LUÍS

 

A cidade é uma das capitais a receber dois espetáculos

  

Mantida pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, a OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) preconiza, em diferentes projetos, a divulgação de compositores tradicionais e de vanguarda, a formação de platéias e jovens músicos, além da inclusão social, com o compromisso constante de imprimir qualidade às suas iniciativas.

A parceria entre a Vale e a OSB começou em 2003, sendo um dos projetos mais importantes da iniciativa privada em benefício da cultura nacional. O objetivo é trabalhar a boa música de qualidade e dar oportunidade de acesso. “É um orgulho para nós podermos ter a parceria com a OSB, participar de um projeto tão importante não só para os amantes da música, mas também para o desenvolvimento cultural do nosso país”, disse Tito Martins, Diretor Executivo de Assuntos Coorporativos da Vale.

A CVRD e a OSB anunciaram na última segunda-feira (14), a realização de concertos populares de música clássica por dez cidades brasileiras, entre elas, São Luís. Em outubro será a terceira apresentação consecutiva da OSB na capital maranhense. Cabe destacar que São Luís, Vitória e Corumbá são as únicas cidades que realizarão seus concertos ao ar livre.

Os concertos fazem parte do Projeto de Popularização da Música Clássica 2007 da CVRD que inclui: Turnê Brasil 2007 OSB, com concertos gratuitos; Turnê Alma Brasileira, com alunos do Vale Música e o pianista Marcelo Bratke e um Concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro na Praia de Copacabana.

A turnê nacional do projeto Alma Brasileira terá início no dia 30 de maio, em Vitória, no Theatro Carlos Gomes, e percorrerá sete cidades brasileiras até agosto: Belo Horizonte (MG), Aracaju (SE), Carajás (PA), Belém (PA), São Luís (MA) e Rio de Janeiro (RJ), apresentando um espetáculo inédito que sintetiza a essência da música de Heitor Villa-Lobos e sua inspiração nas raízes da cultura popular do Brasil.

O Alma Brasileira é composto por um grupo de 13 jovens músicos eruditos e populares, selecionados no Projeto Vale Música do Espírito Santo, é idealizado e dirigido pelo pianista Marcelo Bratke, e desenvolvido em parceria com a Fundação Vale do Rio Doce.

A apresentação será por “correspondência musical”, que destaca cada elemento da orquestra isoladamente para criar uma unicidade orgânica, estabelecendo um diálogo entre o popular e o erudito característico das composições de Villa-Lobos. “Isso inclusive foi experimentado com o mestre Antonio Vieira [cantor maranhense] que esteve no ensaio com o Marcelo Bratke. O diálogo musical é uma das formas de atração, de resgatar a memória histórica da música maranhense através do mestre Antônio Vieira, que é um dos convidados especiais do projeto Alma Brasileira”, destacou Olinda Cardoso, Diretora Superintendente da Vale. “ Queremos com esses espetáculos o desenvolvimento social que tem que caminhar junto em qualquer tipo de atuação que venhamos a fazer”, completou. 

No projeto Alma Brasileira, a música é vista como meio de comunicação entre pessoas e universos culturais, que apesar de distantes podem ser complementares entre si, mostrando que é possível viver em harmonia dentro de uma sociedade de contrastes. “A OSB vai mostrar essencialmente a música de Villa-Lobos, não de forma tradicional, mas sim o retorno das raízes populares, da cultura regional brasileira. Uma peregrinação pelo próprio Brasil”, disse Marcelo Bratke.

O resultado é um espetáculo capaz de refletir o elemento de maior impacto na personalidade musical de Villa-Lobos e na fisionomia da personalidade musical do Brasil: a diversidade.

 

 

È hora de arregaçar as mangas e a Secretaria estadual de turismo vai a campo

 

 

Passados quatro meses e meio da posse da nova equipe da SETUR/MA, as primeiras ações começam a ser desenvolvidas, depois de um período de estruturação do turismo no Estado, traçando em linhas gerais os primeiros municípios a receber a equipe da SETUR/MA, onde será apresentada a nova estrutura da secretaria, para prefeitos, secretários e empresários do setor.

O que se percebe que esta fórmula já foi usado em demasia, pelos professores e alunos das faculdades de turismo do Maranhão, que já fizeram incontáveis viagens as mais diferentes cidades do Estado, com o mesmo discurso de diagnosticar e ver as potencialidades turísticas do lugar. A secretaria no passado também usou esse argumento, adentrando Maranhão, criando expectativas e sonhos nas comunidades e ao final deixando muita frustração.

Por tanto seria inteligente se fosse mudado essa fórmula, é que em vez da SETUR, ir até o interior, porque o interior não vem até a SETUR?

Para isso, se usaria a estrutura de governo, com a presença do governador, falando de suas metas para o turismo, conclamando os prefeitos e secretários da área a se engajar na luta, apresentando a nova estrutura da secretaria, em um grande seminário.

Neste seminário, o governador falaria da importância do planejamento turístico para o Estado. Neste evento seriam proferidas palestras por técnicos do Ministério do Turismo, falando aos prefeitos, secretários e a fins sobre a importância de receber os técnicos da  SETUR/MA em seus municípios.

No dito seminário, se criaria uma carta de intenção, com os temas Turismo, Cultura e Meio Ambiente, e a necessidade dos municípios em se preparar e capacitar professores e multiplicadores que eduquem seus munícipes de maneira inteligente, disseminando nas comunidades a importância desta atividade na vida de cada um.

Assim sendo, com certeza a probabilidade de se atingir os objetivos é levar a sensibilização e conscientização da atividade turística seria bem maior, pois do contrário, nunca se alcançaria êxito. Dessa forma, os técnicos da SETUR, ao sair de São Luís indo aos municípios, teriam toda dificuldade, a começar com a ausência dos prefeitos, que só aparecem nos municípios em dia de pagamento, com raríssimas exceções. 

Como trabalhar o turismo na baixa estação

                   O turismo é uma atividade imprevisível. No ano de 2002 a 2006 o cenário era todo favorável ao turismo doméstico, onde o Brasil recebia turistas dos mais diferentes lugares, o brasileiro viajava mais pelo Brasil, e tudo era favorável.

De repente o cenário mudou por completo, ou seja, assim como a economia mundial vive ao bel prazer da cotação da moeda americana, o turismo não podia ser diferente. Com a constante desvalorização do dólar, ficou mais caro viajar por terras brasilis, por causa dos altos preços dos pacotes, aonde é mais barato fazer viagens por alguns paises com roteiros consolidados do que conhecer o nordeste brasileiro, e em especial o Maranhão.

Outro fator desfavorável ao turismo brasileiro, foi à mudança dos Ministros. O antecessor da Ministra, Marta Suplicy, não sendo conhecido dos profissionais da área, conseguiu dar uma dinâmica e cara nova ao turismo brasileiro. Já a Ministra que o substituiu, com toda sua história, não consegue passar confiança, o seu nome é ligado ao PT, Prefeitura de São Paulo, política, eleição, entre outras.

Portanto, os ventos não estão favoráveis ao turismo doméstico e alguma coisa precisa ser feita urgente. O governo através do Ministério do Turismo pretende colocar em prática um pacote de medidas para o setor, entre elas, uma que financia a viagem do trabalhador, impulsionando a atividade, criando uma nova modalidade, que é o turismo operário.

  Já o Maranhão ganha uma força da maior rede de televisão do país, com a reprise da premiada novela da cor do pecado, que foi ambientada em solo maranhense, mostrando um pouco das belezas naturais, históricas e culturais do Estado, que pode apresentar um excelente diferencial para o turismo maranhense em tempos de vacas magras.

Outra medida que pode ser incrementada é o turismo interno, onde o maranhense possa conhecer o Maranhão, em viagens culturais, religiosas ou lazer. Para tanto o governo precisa incentivar esse tipo de turismo, estimulando as mais diversas manifestações existentes no calendário popular do Maranhão, tais como; Festa do Divino (Alcântara), Festa da Melancia (Arari), Peixe Pedra (Viana), Fogaréu (Caxias), Festa da Música popular em Pinheiros, entre tantas outras.

Estes são alguns dos programas que sem sombra de dúvida daria uma nova dinâmica ao turismo local, como alternativas para  enfrentar o problema do turismo na baixa estação, e uma das medidas é justamente regionalizar as ações, e ao mesmo tempo promover intercâmbio entre os municípios para que os mesmos possam ter um fluxo constante de visitantes nestes períodos.

 

Já é tempo de guarnicê, mas os brincantes ainda não foram convidados.

 

 

A vida é feita de oportunidades e no turismo não podia ser diferente. Toda e qualquer cidade que quer consolidar-se como um grande destino, busca atrair os mais diferentes públicos para suas festas e folguedos, nestes períodos é que surgem as oportunidades de mostrar o quanto o destino é atrativo.

É bem verdade que no turismo, as ações devem ser planejadas para que os resultados sejam satisfatórios e com ganhos reais. Não só de planejamento vive o turismo, mas sim de toda ação que procede dos muitos atores envolvidos na cadeia produtiva.

O que se lamenta é que já começado o mês de maio, os terreiros sendo enfeitados, os bois com seus couros novos já bordados, até então não se viu nenhuma campanha promocional das festas juninas do destino São Luís ou do Maranhão na mídia, objetivando convencer turistas e visitantes a conhecer a maior festa popular maranhense.

 Vale dizer que qualquer viagem de férias ou lazer, se planeja com no mínimo seis meses de antecedência, período que o turista traçar planos e tudo que vai fazer no destino.

 Portanto, não se admite que a essa altura do campeonato, com os tambores e matracas já zoando, as campanhas promocionais ainda não tenham sido mostradas no Maranhão e nas demais capitais do Brasil.

Urge que as Secretarias Municipais e Estadual de turismo, cultura, comunicação, Trade e demais empresários, unam-se e saiam pelas capitais ao redor do Estado, em rodada de negócios, simpósios, feiras entre outras, mostrando quão atrativo e belo é o nosso São João, convidando a todos para que tenhamos um mês junino de muita alegria.

Afinal, para o turismo o tempo é agora, não se pode deixar para amanhã a divulgação de hoje.

 

 

Patrimônio Histórico ameaçado




 Não é preciso andar de câmera fotográfica na mão pelo Centro Histórico de São Luís para perceber que o patrimônio histórico está em constante degradação, tratado e abandonado, onde se observa as mais absurdas cenas, até mesmo de veículos de “empresas” ou órgãos da administração pública, transitando pelas ruas que é somente para trânsito de pedestre, devido a sua fragilidade.

É de domínio público que as ruas do Centro Histórico, vêm sofrendo com as intempéries da natureza, que provoca desabamento de telhados, rachaduras em paredes, e até mesmo o desmoronamento de importantes prédios. As causas são várias, desde a falta de conservação dos casarios por parte dos proprietários, o lixo que é deixado de maneira errada pelos bares, restaurantes, moradores destas artérias e também o desinteresse dos ludovicenses pelo seu maior patrimônio arquitetônico, este ainda fica à mercê de delinqüentes juvenis que insistem na depredação.

Num Estado cheio de contrastes culturais, urge preservar o patrimônio cultural e arquitetônico, que muito fala de nossa história e que muito pode contribuir com o futuro turístico da capital. Mas, pelo contrário, o que se tem visto são pessoas que sem nenhum compromisso com o futuro destrói o passado histórico - uma herança colonial - com suas ignorâncias fazendo o contrário daquilo que se deveria fazer.

Num flagrante que presenciamos, procuramos saber a quem compete disciplinar e fiscalizar as mazelas que acomete o Centro Histórico de São Luís, a resposta é que existe um grupo gestor, composto de representantes de diversos órgãos municipais, estaduais e federal, que direcionam as políticas públicas, todos fiscalizam e ninguém faz nada.

Procuramos alguns destes órgãos, falamos do problema da buraqueira, lixo, pichação e circulação de veículos no Centro Histórico e as respostas são sempre evasivas, quanto aos veículos que transitam pelo local é que os mesmos têm permissão para transitar, ou melhor, tem permissão para destruir.

Etanol X Água – qual destas energias é mais importante a vida?

No momento em que toda humanidade se vê sob ameaças, de um lado enchentes, outro lado seca, numa parte do planeta, tremores de terra, tsunamis, o que provoca verdadeiras hecatombes humanas, ou seja, o planeta está à beira de um colapso, com tantas notícias preocupantes, onde muitos afirmam que a capacidade de reação do planeta não existe mais, é o fim.

As palavras acima podem até soar como exageros, mas não é, a humanidade sucateou por completo o planeta em que vive.  É derrubada de florestas, assoreamentos de rios, derramento de lixo nas nascentes, esses acontecimentos estão provocando escassez dos recursos hídricos no Brasil, e muitas cidades já não têm água potável.  

Mas existe uma luz no fim do túnel, o que se começa a ter também algumas notícias boas. Alguns projetos a curto, médio e longo prazo começam a ser discutidos. Fontes limpas de energia são sugeridas e pesquisadas, o mundo vê com bons olhos o álcool/metanol, como alternativa ao petróleo e o Brasil se apresenta como detentor de tecnologia e vastas áreas para o plantio deste ouro verde.

Mas será que essa nova fonte de energia e que o Brasil é pioneiro ajudará de fato sua gente? O preço social, com o cultivo desta lavoura quem pagará? O trabalhador rural destes canaviais, que tem que cortar até oito toneladas por dia, em esforços repetidos, terá algum ganho de fato?

O governo ao propor uma nova matriz energética, deve elaborar estudos que beneficie este trabalhador na sua essência, de preferência na sua região. Que nenhum projeto seja financiado sem que se tenham estes estudos. Outro fator a ser considerado é que as áreas de plantações sejam prescindidas de estudos de impactos ambientais e que elas estejam fora das áreas de preservação de mananciais de água, por estarem cada vez mais escassa e serem mais importantes que qualquer fonte de energia.

A água, primeira e mais importante fonte de energia humana, liquido abundante em solo brasileiro até bem pouco tempo, ou seja, temos rios e bacias de águas perenes, só que grande parte destas está imprópria para consumo humano, devido à contaminação por dejetos, esgotos domésticos e industriais que são despejados in-natura nos leitos dos grandes rios brasileiros.

O Maranhão tem um problema crônico de falta de água, a maioria dos municípios tem seus abastecimentos comprometidos devido à falta de conscientização e uso racional do precioso liquido, onde quem tem o poder de gerir o uso não faz. As políticas públicas voltadas para saneamento, praticamente não existem.

Urge que decisões no sentido de saneamento básico sejam tomadas, e que o tão desejado liquido não seja usado por poucos em detrimento de muitos. A CAEMA sane disparidade e discipline o uso da água, a começar implantando hidrômetros para medir o consumo em cada apartamento de  edifício, casa de condomínio no lugar de um único hidrômetro para todo o prédio. Outro problema que se percebe é a proliferação dos lava-jatos, onde a maioria não paga pelo consumo que faz, usando a água tratada para lavar carros, calçadas, entre outras desperdiçando 40 por cento da água tratada.

Mas é possível avançar se houver fiscalização e a substituição de equipamentos desperdiçadores, como descargas de banheiros que usam até 20 litros por descarga dada. A alternativa seria a substituição por equipamentos de capacidade menor, de no máximo 6 litros, a economia seria considerável, sobrando água suficiente para abastecer muito mais pessoas.

Que o governo pressione e incentive bancos oficiais de crédito a financiar programas de conservação de água, principalmente nas comunidades menos assistidas. Se assim acontecer ainda restará alternativa a este velho planeta cansado de guerras. 

 

 

 

Agências de Viagem: contribuição na economia maranhense

 

  

Ana Carolina Dias Medeiros

Presidente da ABAV/MA

 

No dia 24 de abril comemora-se o dia do Agente de Viagem. Na ocasião, os dirigentes da ABAV-MA (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Maranhão), farão visitas as agências associadas do Maranhão e representantes das entidades de classe do turismo.

Mesmo não vivendo um bom momento, devido às pendengas com a diminuição no comissionamento por parte de algumas companhias aéreas (como caos nos aeroportos, apagaos aéreos, entre outros problemas), essa categoria vislumbra tempos melhores para o turismo maranhense

O agente de viagem é um profissional estratégico, porque realiza um trabalho importante na sociedade, atuando nas agências de viagens, emitindo bilhetes, fazendo pacotes, enfim planejando o bem está do usuário destes serviços, proporcionando-lhes comodidade em suas viagens de férias e negócios, entre outras.

Para tanto esta data não é só para comemoração e, sim para reflexão, busca de valorização para um segmento importante na cadeia produtiva da indústria do turismo e que muito tem contribuído nesta atividade tão imprescindível para economia maranhense.

O Jornal Cazumbá parabeniza esse segmento que gera emprego e divisas ao Maranhão.

 

 

 

Exposição do produto Maranhão nas rodadas de negócios é uma estratégia de sucesso

 

Uma das estratégias para atrair de turistas é a promoção nacional e internacional do produto Maranhão, que precisa ser continuada. A Secretaria de Turismo do Estado – SETUR/MA ao definir o foco nas feiras workshops, rodadas de negócios entre outras, acerta, pois é através destas que as grandes operadoras tomam conhecimento das reais belezas do Estado.

A promoção do destino Maranhão para os operadores do Brasil e do exterior, é o maior mérito da gestão que se inicia. Ao se apresentar nas mais importantes feiras nacionais e internacionais, mostram maturidade e vontade de fazer deste Estado um destino turístico competitivo, com atrativos tão desejados e únicos.

Mas para que o “boom” do turismo possa de fato acontecer, faz-se necessário um maior entrosamento, e porque não dizer profissionalismo, de todos os atores envolvidos na exploração do turismo no Estado. A falta de profissionalismo ainda é um dos fatores que contribuiu para que não tenhamos maiores dividendos da atividade, faltam às parcerias do TRADE turístico local, que muitas das vezes não falam a mesma língua, onde cada um puxa a brasa para sua “sardinha” e esquecendo as parcerias, onde quem perde é o turismo como um todo.

 Há que se exaltar a criação São Luís Convention & Visitors Bureau, que ainda se estruturando, mas seu pensamento e atuação da uma nova dinâmica ao turismo na capital, mesmo que ainda tímida sua atuação, mas já se faz presente nas feiras acima citadas, representando o empresariado local.

Espera-se que quando de Centro de Convenções de São Luís, tiver suas obras concluídas, uma outra realidade do turismo no Maranhão, e que o Estado saiba operacionalizar o mesmo, devotando esforços e mobilidade, para atrair os mais variados eventos para a capital.

Para tanto, será necessário mais que uma parceria entre Estado, Município e SLC&VB, representando a iniciativa privada, para captação e promoção do tão esperado turismo de negócios, que com certeza aumentará em muito os resultados da conta turismo do Maranhão. Mas para que isto venha acontecer os atores de frente precisam desempenhar seus papéis com profissionalismo e equilíbrio, promovendo os ajustes necessários.

A Secretaria Estadual de Turismo – SETUR/MA,  também precisa rever alguns “pecados”, graves, entre eles a forma como é mensurado a entrada de turistas no Estado. É o cumulo do absurdo. Toda pessoa que embarca e desembarca no Aeroporto Internacional Marechal da Cunha Machado é contado como turista.

Se um empresário que tem atuação aqui e mais Estados, precisa viajar quantas vezes for necessário, ele é contado como turista, sempre que embarca e desembarca. Portanto, os números apresentados não são reais. Chega de falácias e precisamos ter acesso a números confiáveis, pois ao contrário de outros setores da economia, o turismo precisa trabalhar com seriedade e transparência.

O turismo no governo Lula, tem sido conduzido com maestria e sabedoria pelo Ministro Valfrido dos Mares Guia que deixará a pasta, e em seu lugar assumirá a Ex-Prefeita de São Paulo, Marta Suplicy que tem um discurso fácil, construtivo e promissor. Portanto o Maranhão precisa adotar as mesmas estratégias para o turismo no Estado. Para que isso ocorra é necessário que todos os parceiros confiem um no outro, mostrando maturidade.

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